MANDALAS TRANSLÚCIDAS

MANDALAS TRANSLÚCIDAS
Investigação em Portugal

segunda-feira, 3 de junho de 2013

MINHA AMIGA VERA



Minha amiga Vera me ligou logo cedo. Eu disse que se ela não acordasse tão cedo eu me casaria com ela.
Vera Assumpção é escritora. Escreve os casos em que investigo assassinatos. Em meu último caso, fui parar em Portugal e vivi uma aventura de tirar o fôlego. Estive envolvido com Amanda. Mulher apaixonada por mandalas que me deixou atordoado.
Com o caso encerrado, retornados de Portugal, eu e George jantamos com Vera. George, meu vizinho de escritório, é um grande cozinheiro. Ele esteve no Festival Gastronômico de Santarém e lá seu amigo foi assassinado. Ele me chamou e lá fui eu... Santarém.... Lisboa.... Adoro viajar por Portugal. Seria bom estar lá a passeio não desvendando assassinatos!
 Ontem contamos para Vera todos os detalhes. O jantar terminou, ela foi para casa. Durante a noite deve ter ficado escrevendo. Hoje de madrugada, quis esclarecer algumas dúvidas. Sem se preocupar com horário, pegou o telefone e ligou. Esclareci as dúvidas. Afirmei que se ela não fosse tão madrugadeira eu me casava com ela. Desliguei e consegui dormir mais um pouco.
Terminar um caso é como terminar um livro. É preciso tomar um fôlego para pegar o próximo. Enquanto tomo este fôlego vou tentar narrar o que vivi enquanto tentava esquecer a dor de ter perdido a mulher que eu amava.
Atuei num caso que já está escrito e publicado. Vera deu o nome de Peças Fragilizadas. Terminei o caso fragilizado, com os nervos em frangalhos. George me forçou a fazer uma viagem para que eu me distraísse. O que vivi nesta viagem ficou meio que perdido no meu inconsciente. Sem coragem de aflorar por conta da dor de ter perdido a única mulher que consegui me aproximar depois do meu divórcio. Na época, aceitei fazer o serviço para um assassino confesso, um dos chefões do tráfico de drogas. Fiz pela grana e pela adrenalina. Ele estava envolvido com políticos poderosos. Resolvi o caso para ele, mas acabei mal, muito mal!
Prometi contar tudo o que me aconteceu depois do caso encerrado, em detalhes, bem devagar, me permitindo reviver a dor, o luto Vera vai anotar.
George, além de vizinho de escritório, é um grande amigo. Por ser um excelente cozinheiro, quando os casos terminam, fazemos o jantar para comemorar. Ontem, como chegamos a pouco de Portugal, ele preparou cozido a portuguesa, servido com vinhos que ele sabe harmonizar. Estava delicioso!
E foi no meio disto tudo que prometi reviver e contar tudo que me ocorreu desde que minha amiga querida foi assassinada por minha causa. Para isto preciso de mais fôlego do que para um caso complicado.
Nos vemos na próxima postagem.